quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Morte: A invejosa.

A morte te levou não porque era a sua hora, mas pq tu a assustava com tua genialidade, impressionava com teu jeito, convencia com argumentos simplórios, dentre outros e ela por pura inveja te tirou a vida. A morte não suportou e te levou.
Não há como competir com a morte, ela sempre vence e leva qm bem entende. Com a tua morte, me sinto impotente, desamparada. Sinto uma dor inexplicável. Dói tanto a sua perda. Dor imensurável, imperdoável, dor, dor, dor... dor de alma, dor de saudade, dor de amor, dor de consciência pela minha ausência na tua vida nos últimos tempos, dor de não ter correspondido, dor de arrependimento, a mais pura e cruel dor.
Dói tanto saber que amanhã não terá mais nenhum resquício vivo seu, restará apenas a lembrança de dias bons e de tempestades q passamos juntos. O remédio pra sanar tanta dor inexiste. As lágrimas caem naturalmente descontroladas como se quisessem acalmar essa dor, mas de nada adiantam. Pensar fica quase impossível, quero sair correndo, gritando, mas a dor é mais forte, fico imóvel, trêmula e lágrimas caem silenciosamente em abundância.
Minha dor não é a mais doída do mundo, mas do meu mundo é a pior q já senti. Não tenho como te trazer à vida, a não ser usando artifícios da memória.
Sou forte, posso suportar, vou suportar repito pra mim mesma esse mantra e continuarei repetindo até acreditar nele cegamente.
Me recordo dos incontáveis dias ao teu lado, das minhas esquisitices sempre compreendidas por ti, do teu olhar terno, das brigas ferrenhas q mtas vezes eram geradas por debates sobre o nada, das bobagens, das viagens, das minhas madrugadas insones de devaneios e da tua companhia em mtas delas papeando sobre tudo e nada.
Sempre falei pra ti da minha vontade de escrever um texto sobre ti ou pra ti e nunca o fiz devido aquele velho defeito que tenho de adiar as coisas. Hj, infelizmente não pude adiar a escrita. Não tive como fugir de pensar em ti.
A dor não vai passar, maldita morte invejosa q te tirou daqui e deixou no teu lugar um vazio enorme.